Books Tantas & Tanto | Eu quero saber

O post de hoje não é sobre um livro, mas é um texto que eu acho lindíssimo e quis compartilhar com vocês. O texto é de Oriah, Sonhador da Montanha, Ancião Indígena.

 

EU QUERO SABER

Não me interessa o que você faz para viver.

Eu quero saber o quê, de fato, você busca e se você é capaz de ousar sonhar em encontrar as aspirações do seu coração.

Não me interessa a tua idade.

Eu quero saber se você será capaz de se transformar num tolo para poder amar, viver os seus sonhos, aventurar-se de estar vivo.

Não me interessa qual o planeta que está em quadrante com a tua lua.

Eu quero saber se você tocou o centro da tua própria tristeza. E se você tem sido exposto pelas traições da vida, ou se você tem se contorcido e se fechado com medo da própria dor.

Eu quero saber se você é capaz de ficar com a alegria, a minha e a sua.

Se você é capaz de dançar loucamente e deixar que o êxtase te envolva até a ponta dos dedos dos pés e das mãos, e sem querer nos aconselhar a sermos mais cuidadosos, mais realistas, ou nos lembrar das limitações do ser humano.

Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.

Eu quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro consigo mesmo.

Se você é capaz de escutar a acusação de traição e não trair a sua própria alma.

Eu quero saber se você pode ser confiável e verdadeiro.

Eu quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o dia não está belo.

E se você pode conectar a sua vida através da presença de Deus.

Eu quero saber se você é capaz de viver com os fracassos, os teus e os meus, e mesmo assim se postar nas margens de um lago e gritar para o reflexo da lua: “SIM”

Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro você ganha.

Eu quero saber se você é capaz de acordar depois da noite do luto e do desespero, exausto e machucado até a alma, e fazer aquilo que precisa ser feito.

Não me interessa o que você é, ou como você chegou aqui.

Eu quero saber se você irá postar-se no centro do fogo comigo e não fugir.

Não me interessa onde, o quê, ou com quem você estudou.

Eu quero saber o que te sustenta interiormente quando tudo o mais desaba.

Eu quero saber se você é capaz de ficar bem consigo mesmo.

E se você realmente é boa companhia para si mesmo nos momentos vazios.

 

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